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Freguesias | Custóias

Património Material

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Capela de Nossa Senhora das Dores de Esposade

Situada numa elevação granítica que domina o vale do rio Leça, a capela de Nossa Senhora das Dores foi edificada em 1737, sendo restaurada e ampliada em 1771.

A esta capela fazia-se anualmente uma romaria na segunda-feira de Páscoa, muito concorrida por gente bareira do concelho de Bouças e que se manteve ativa até 1942. Na fachada pode-se observar duas datas e a seguinte inscrição: "Mater Dolorosa". Antes de abandonar o local, aprecie a magnifica paisagem que se avista do adro da capelinha sobre o vale do rio Leça e o concelho da Maia.

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Capelinha de Santa Apolónia

A humilde capelinha que se erguia majestosamente na agreste solidão do cimo do monte de S. Gens representava a difusão do Cristianismo. Os pregadores cristãos, ao erguerem oratórios nos mesmos lugares onde os cultos ancestrais eram realizados, fortaleceram a fé cristã. Sob a acolhedora sombra de três frondosos pinheiros mansos, a capelinha era um ponto de romaria anual.

Nesta capela era invocada Nossa Senhora da Nazaré, conhecida pela designação popular de Nossa Senhora de S. Gens. A romaria realizava-se na segunda-feira de Pascoela e era conhecida pela festa das merendas, que marcava em todas as pedreiras da região o início do novo regime de trabalho, o trabalho de verão e a merenda à tardinha. Deste dia em diante, o regime de verão durava até ao dia do nascimento de Nossa Senhora da Nazaré, em 8 de Setembro. Os mestres das pedreiras ofereciam aos operários a merenda (desenterro das merendas), como a broinha da Páscoa, o bacalhau frito, as iscas e o vinho, que eram, na altura, autênticas iguarias. A 8 de Setembro celebrava-se o enterro das merendas e o regresso ao horário de inverno, com fogo de artifício que as polvoreiras das pedreiras forneciam e era cantada uma quadra:

Oh, Senhora de S. Gens,

Já vos não hei de rezar,

Tiraste-nos a merenda,

Mai-la sesta do jantar.

Casa de Sam Thiago

Próxima da igreja paroquial, junto ao largo da feira, a casa de Sam Thiago é um dos imóveis mais belos e emblemáticos da freguesia de Custóias. É um magnífico exemplo da arquitectura civil dos finais do século XVII e do poder económico que algumas famílias conseguiram alcançar nessa época. O conjunto arquitectónico é rodeado por belos jardins e possui uma casa senhorial, capela privada anexa às dependências.

A casa nasceu a partir de um terreno que pertencia ao Bailiado de Leça, que em 1604 era conhecido pelo nome de Meio Casal de Justa Gonçalves. Em 1804 pertencia à família Lopes e Domingos Gonçalves Lopes, capitão-mor e administrador da casa, que requereu o título de nobreza e o uso de brasão. Hoje podemos apreciar, no portão principal, o brasão de armas de que consta um escudo de forma elíptica, no qual estão representadas, no campo esquerdo, as armas dos Lopes (palmeira e um corvo de asas estendidas pousado nela) e, no campo direito, as armas dos Silvas (um leão). No entanto, é aqui que a decadência económica da casa de Sam Thiago se inicia, com o endividamento do capitão-mor Domingos Lopes, o que vai obrigá-lo a vender a propriedade, em 1850, à abastada família portuense Pestana da Silva.

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Casa dos Leões

O conjunto formado pela casa agrícola e respectivos anexos, conhecida pelo nome popular de Casa dos Leões, devido aos dois felinos que ladeiam a porta principal, remonta a meados do século XVII.

Em 1643, esta exploração aparece registada nos tombos do Bailiado de Leça com o nome de “Meio Casal de Custoyas”; composta por casa do sobrado, respectivos anexos (eira, celeiro e estábulos) e diversos campos de cultivo e bouças. Este casal foi emprazado, em meados do século XVII, a André António Custoyas, alferes do Couto de Leça, tendo-lhe sucedido, mais tarde no cargo, o genro Manuel de Oliveira.

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Igreja Paroquial de Custóias

Santiago de Custóias pertencia à vigaria do Bailio de Leça, mas já em 1258 a igreja primitiva era mencionada como pertencente à ordem do Hospital. Este templo, de pequena dimensão, estava em estado de ruína eminente, foi demolido no início do século XVIII para dar lugar à actual igreja matriz.

A sua localização é sui generis, pois não se localiza, como era então habitual, no largo principal. Afastada do centro das atenções dos visitantes, quase escondida, acede-se a ela por um caminho que parte do Largo do Souto. Foi construída em estilo barroco, quase escondida, oitocentista, fruto das modificações que sofrem no século XIX, como a substituição das torres pela actual torre sineira. Na fachada exterior, sobre a porta, destaca-se a imagem de Santiago, padroeiro da freguesia.

No interior da igreja, em estilo barroco caracteristicamente português com a belíssima talha dourada, destacam-se no altar-mor as imagens de S. Gonçalo e de Santiago, em madeira policromada. A capela-mor foi construída no ano de 1733, a expensas da Baliagem, e durante os anos de 1880 a 1898 a igreja sofreu melhorias, entre as quais a colocação dum altar onde ficou a venerar-se a antiga imagem de Nossa Senhora de S. Gens, designada de Nossa Senhora da Nazaré. Esta imagem foi transladada da antiga capelinha do alto do monte de S. Gens. O altar-mor é ladeado por duas bonitas imagens policromada de anjos a servirem de tocheiros. O altar colateral direito, em talha dourada, é consagrado ao Nosso Senhor dos Aflitos, destacando-se na frente do altar uma urna com a imagem do Senhor Morto. O altar colateral esquerdo é também é também em talha dourada e é dedicado a Nossa Senhora do Rosário. Na capela lateral direita pode-se ainda admirar as imagens de S. Sebastião e de Nossa Senhora do Carmo. Antes de sair, o visitante não deve deixar de apreciar o tecto da igreja, com painéis de madeira pintados com cenas bíblicas. No adro da igreja existem uma série de capelas funerárias, vestígios do antigo cemitério.

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Ponte D. Goimil

Em Custóias, a Via Veteris (estrada antiga) atravessava o rio Leça pela ponte de D. Goimil, sendo o acesso dos peregrinos do Porto a Compostela. Esta belíssima ponte de dois arcos em cavalete é tipicamente medieval, datando dos séculos XII e XIII. Resistiu às diversas intempéries e cheias que afectavam periodicamente o rio Leça e um recente trânsito automóvel, cada vez mais intenso.

Com o desvio da estrada e a construção duma nova ponte sobre o rio Leça, foi poupada do processo de degradação de que estava a ser vítima. É, assim, o último vestígio da antiga via que atravessava a freguesia de Custóias e onde se pode desfrutar da beleza verdejante das margens do rio Leça.

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